A terceira temporada de Stranger Things foi lançada na última quinta-feira, 4 de julho, e o hype da série é inegável. Mais um ano impecável entregue pelos irmãos Duffer, que, diferentemente dos dois anteriores, aborda um monstro muito mais assustador que o Demogorgon: o crescimento.

De cara a série possui uma mudança climática no cenário, em vista de que, pela primeira vez o público pode ver Hawkins em pleno verão. O que quer dizer que é época de férias, piscina, shopping, filmes, namoro e muito mais. Eis que o grupo, anteriormente visto como crianças, já não podem mais ser chamadas assim. Agora, Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo), Eleven (Millie Bobby Brown), Will Byers (Noah Schnapp) e Max (Sadie Sink) são adolescentes! 

Pela primeira vez, desde que a garotinha com poderes telepáticos e telecinéticos fugiu do laboratório e criou laços com Mike e seus amigos, os espectadores poderão ver Eleven adquirindo confiança para ser quem é. Na primeira temporada, Mike escolhe roupas para Eleven; Na segunda, Hopper assume essa missão. Na terceira, Eleven e Max vão ao shopping, fortalecendo a amizade mais fofa (e necessária) do novo ano, escolhem roupas, experimentam acessórios, tiram fotos, e o melhor de tudo: ao som de “Material Girl”, da Madonna.

Mas vale salientar que as mudanças não se limitam às vestimentas dos personagens. Desafios bastante comuns na vida dos adolescentes surgem neste momento, como por exemplo: o primeiro amor. Max e Eleven têm namorados – Lucas e Mike, respectivamente – e tanto elas, quanto os meninos precisam a lidar com as dificuldades de ter um relacionamento. Principalmente quando se é imaturo e está em uma fase de tantas mudanças e descobertas. 

Quanto aos adolescentes, Steve Harrington (Joe Keery), Nancy Wheeler (Natalia Dyer) e Jonathan Byers (Charlie Heaton), a mudança é ainda maior, pois a escola está ficando para trás e as responsabilidades da vida adulta começam a bater à porta. 

Em uma entrevista recente cedida ao jornal “O Globo”, Joe Keery deu sua opinião geral a respeito dos novos episódios: 

“A gente retrata aquele momento em que o colégio acaba, e você percebe que a merda vai bater no ventilador, porque a vida de verdade está começando.

Um dos maiores trunfos dos novos episódios é o desenvolvimento da própria trama, que toca em assuntos atuais. Uma das questões abordadas é a diferença de tratamento entre homens e mulheres no ambiente de trabalho. Mesmo quando não é explícito, o tom feminista está por toda parte”, expôs Keery.

E não pense que as mudanças relacionadas ao crescimento afetam somente os jovens. Jim Hopper, como pai adotivo de Eleven, passa uns maus bocados tentando proteger a filha da vida adulta; nervoso com seu namoro com Mike; e com ciúmes por não enxergar mais tanto espaço para ele na vida dela. E pode-se dizer que, mesmo do jeito irritadiço dele, ele é um excelente pai. 

A nova fase da série é linda, tocante, pontual, e muito emocionante. A puberdade é abordada da forma mais fofa possível, e claro, com aquela dose de humor que só Stranger Things tem. Mas, vale citar, os mistérios sobrenaturais seguem de forma impecável na trama.