É fato que o desfecho da terceira temporada de Stranger Things deixou a esmagadora maioria dos fãs desolados. Tamanha tristeza deve-se ao fato do xerife Jim Hopper (David Harbour) estar ao lado da máquina russa que abre o portal para o Upside Down, exatamente no momento de sua explosão. 

O público ficou à mercê de uma despedida para lá de emocionante, por meio de um discurso que Hopper escreveu para Eleven (Millie Bobby Brown), porém nunca teve a chance de fazê-lo. Todavia, será que esse foi mesmo o último caso investigado pelo xerife? Algumas pontas soltas indicam que há, sim, chance de ele estar vivo. 

Primeiramente, para bom entendedor meia palavra basta: se não há corpo, pode não ter havido morte. A última sequência de Hopper em cena, se passa ao final de uma luta corpo a corpo com Grigori – russo a lá Exterminador do Futuro – onde ele permanece ao lado da máquina; Jim volta seu olhar pra Joyce Byers (Winona Ryder), que está na sala de comando, e faz um breve aceno emocionado, dando carta branca para que ela gire as chaves e mande a máquina pelos ares – estando ciente que sua morte se dará no processo. É presumível que, a seguir, o querido personagem estará morto. Será? Joyce fecha os olhos no momento da explosão, então ninguém vê, de fato, a morte. Ao contrário, a cena foca em um grupo de soldados soviéticos sendo desintegrados. Os restos mortais  de Hopper nunca são mostrados. Por que focar em soviéticos ao invés de em um personagem tão importante que está prestes a se despedir da série?

Eis que, para massacrar um pouco mais o público, uma versão sensacional de “Heroes”, de David Bowie, foi escolhida para embalar a despedida de Hopper. Ocorre que não é a primeira vez que se ouve essa música na série. No quarto episódio da primeira temporada, entitulado “The Body”, quando todos acreditavam que Will Byers estava morto e seu suposto corpo fora encontrado no lago, a mesma canção vibrou no fundo da sequência. Porém, Will Byers nunca esteve morto. Seria mera coincidência?

Ao final da terceira temporada de Stranger Things, há uma cena pós-créditos. A mesma se passa em uma base militar em Kamchatka, na Rússia. Os dois soldados que surgem travam um diálogo significativo, quando passam por uma cela e um deles alerta: “não, não o americano”. Em seguida um outro prisioneiro é levado pra virar lanche de Demogorgon (sim!). Por mais céticos que sejamos, fica complicado crer que trata-se de um americano qualquer. O que leva o público a imaginar que Hopper tenha conseguido se atirar para longe dos raios da explosão, e tenha sido capturado pelos soviéticos. Ou ainda que a destruição da máquina não tenha sido tão catastrófica quanto a que é mostrada no primeiro episódio da temporada. 

Outra coisa interessante é o relacionamento de Jim Hopper e Joyce Byers. Obviamente que não se trata de uma evidência para que o personagem não tenha morrido, mas a pedidos dos fãs, faria sentido que ele não estivesse morto por essa razão. A trama passou três temporadas desenvolvendo o interesse amoroso entre eles. A química entre os dois na terceira temporada foi inegável – Murray que o diga! – e parece um tanto quanto injusto que os espectadores não presenciem nenhum beijo entre eles. Mais injusto ainda com Joyce, que parece não ter a menor sorte no amor. 

Por fim, vamos combinar que essa coisa de “ressuscitar” personagens do mundo dos mortos é bastante comum em série de televisão, vide “The Walking Dead” e “Game of Thrones”.

Vamos analisar o outro lado da moeda…

Agora, para os céticos dê plantão, vamos analisar rapidamente como seria fácil manter Hopper morto? Primeiramente, ele teve um final que fez jus ao personagem, heróico; Ele deixou uma despedida, ainda que indiretamente, para a filha adotiva, Eleven; O coração dele estava em paz, uma vez que Joyce demonstrou sentir o mesmo por ele, o que a mantinha longe era o medo pelas perdas que já teve; E Hopper se sujou a beça com a prefeitura. A série está se encaminhando para o desfecho. Os irmãos Duffer já avisaram que não passaria de cinco temporadas, então não seria um crime que Hopper tenha ganhado seu descanso. 

E quanto a cena pós-créditos? Como poderia não ser Hopper? É fácil! Poderia ser qualquer americano envolvido nos planos Russos, ou qualquer um que sabia demais. Veja bem, havia uma base militar Russa em Indiana, Hawkins, nos Estados Unidos da América! E os irmãos Duffer poderiam muito bem ter criado essa cena para analisar a recepção do público, tanto positivamente quanto negativamente, quanto ao desfecho de Hopper. Isto é, poderia ser uma cena totalmente coringa. 

Será que, afinal, teremos ou não Jim Hopper vivo na reta final de Stranger Things?